Archive for the ‘Pouso e decolagem’ Category

Um poste e meio de altura pra entrar no pouso???

segunda-feira, julho 5th, 2010

>

Pois é galera… depois de ver o “pouso” do piloto Fabinho”sem chance” (Digo piloto, pois ele ja tem 3 anos ou mais de voo, e não é mais aluno como vieram me falar!!), ele aproximou um pouco errado e entrou alto no pouso, se apavorou um pouco e fez uma curva pra cima do quiosque batendo no telhado e depois caindo no chão, e teve como resultado uma vertebra trincada, 30 dias de colete.. e depois estara novo (QUE VENHA O BANHEIRO FEMININO) HEHE!!

ao conversar com ele depois de tudo, ele disse.. cara eu entrei como entrava com o prymus a um poste e meio de altura.. mais ainda estava alto!!!

o que é um poste e meio de altura???  alguns pilotos mais antigos tem a mania de falar para os “alunos e pilotos” que pra entrar para o pouso voce deve estar a 1 poste e meio de altura…

bom. um poste e meio de altura, ao meio dia e as 6 da tarde tem um diferenca animal… ou seja NÃO EXISTE UM POSTE E MEIO DE ALTURA(desculpem tanta repetição) .

o que existe é a taxa de planeio + a taxa de afundamento da sua vela… e claro, sua avaliação sobre a que altura entrar para o pouso…existem as aulas teoricas que explicam tudo isso, e tbm os pousos via radio onde o aluno faz aproximadamente 3 pousos monitorados e depois caso faça algo errado a gente avisa por radio…

NÃO É VERGONHA NENHUMA PEDIR PARA ALGUEM BIRUTAR VOCE NO POUSO..!!!

essa historia do poste me assustou um pouco ontem! eu ja vinha escutando isso a um bom tempo..porem quando eu comento, ficam bravo comigo falando que só estao ajudando os alunos/pilotos e que eu nao devo ser tao tao.. nem sei a palavra.. com as pessoas que tentam ajudar…  bom, claro que uma ajuda é sempre bem vinda, porem dependendo da ajuda …

enfim galera… é aquilo que eu sempre falo… faça o que voce sabe!! e nao o que os outros sabem!!! se tiver duvida, pergunte não só para uma pessoa.e sim para 2,3 até 10!!

não sei se eu ja falei isso nesse post(hãmm hãmm)!!!

UM POSTE E MEIO DE ALTURA, NÃO EXISTE!!!!!

abraços

Tags: | Posted in Pouso e decolagem | 2 Comments »

Entrevista GUIA DE VOO

quarta-feira, junho 23rd, 2010

>

clip_image002clip_image004

Kauan Felipe Lichtnow

Data de Nascimento: 06/04/1988

Nacionalidade: Brasileiro.

Naturalidade: Curitiba/PR

GUIA DE VÔO: Ola Kauan, apresente-se

Olá, Sou Kauan Felipe Lichtnow, me chamam de KAU. Nasci no dia 06/04/1988

Estou cursando Técnico em Desenvolvimento web na PUC/PR, trabalhei na área por 2 anos, e agora estou trabalhando com vendas, e também trabalhando com o vôo aqui em Curitiba

GUIA DE VÔO: Como entrou no Vôo livre?

Entrei no vôo por que meu pai em 1996 começou o curso aqui em Curitiba, e desde então eu me interessei em acompanhá-lo, na verdade o sonho de muitas pessoas é voar, eu já tinha isso no sangue, e quando meu pai começou eu falei “é isso mesmo que eu quero”, até que com 15 anos meu pai me liberou para voar sozinho..

GUIA DE VÔO: Quanto tempo está voando?

Comecei a voar em Abril de 2004

GUIA DE VÔO: Gosta de vôo de distancia? Ou acrobacia?

Distancia e campeonatos de cross com certeza, ver o mundo La de cima 2000, 3000 mil metros é uma sensação que não existe uma explicação, passar por cima de cidades, pousar em lugares desconhecidos, conhecer gente nova, arrumar um resgate de carro,bicicleta,a pé, charrete ou qualquer outra coisa é muito emocionante, pra mim o verdadeiro VOO LIVRE é isso, acrobacia é coisa pra quem quer aparecer para os outros e não quer curtir o que o vôo livre realmente te proporciona.

Entrar em competições também é algo sem explicação, você faz coisas que em um dia normal de vôo não faria, usar toda a técnica que você estuda a vida toda, às vezes da certo às vezes não. Isso faz com que o vôo proporcione momentos de alegria, tristeza, emoção, raiva, satisfação e etc… é o verdadeiro vôo, aonde o parapente esta em cima de você ali quietinho hehe!

GUIA DE VÔO: Qual é o seu recorde?

Meu Recorde é de 122 km em tangara – SC pouso em Ibiaça- RS um dos melhores vôos da minha vida, e ainda encontrei com o meu pai no final do vôo e pousamos juntos, foi muito legal… Pois foi o Recorde pessoal dos dois.

Tem um vôo também que foi de 80 km (em 2009) que fomos até a divisa do RS pegamos um vento contra e voltamos até o pouso oficial da rampa de tangara..novamente eu e meu pai.

GUIA DE VÔO: Está voando atualmente com qual equipamento?

Atualmente estou voando com um SYNERGY 4 da SOL

Estou com um grande apoio da empresa para compra dos meus equipamentos estou bem satisfeito.

Mesmo já tendo voado de parapentes protótipos, hoje estou me sentido muito melhor voando em ltf’s 2-3 e 2, com certeza voltarei a voar de competição porem não irei dar o passo maior que a perna, quaro competir em outras categorias antes de realmente entrar na OPEN…

GUIA DE VÔO: Já passou algum susto?

Sim, em 2006 fraturei o braço na LAPA-PR. Decolei com vento forte, e um paraca meio antigo ele fechou e eu bati na rampa novamente… Foi fod…

Esse foi o pior, tem os sustos “normais” de quem compete e voa em condições mais extremas, porem nada que marcou tanto como o braço.

É isso ai..

__________________________________________________________

“O vôo livre é uma paixão incontrolável, que funciona como um desafio de pessoas que não se contentam apenas com emoções normais”

__________________________________________________________

Esporte: Parapente.

- Piloto desde Abril de 2004

- Federado na ABP (Associação Brasileira de Parapente) N01332

- Federado na ABVL (Associação Brasileira de Vôo Livre) N2464-A

- Vice presidente FVLP (Federação de vôo livre do Paraná)

- Sócio do Clube de vôo livre do morro da palha.

Participação em festivais de vôo e campeonatos:

-Piloto Revelação paranaense 2005

-Festival de vôo livre em Ribeirão claro 2006-2° posição

-Campeonato Sul brasileiro de vôo livre 2006-20° posição

-1° Festival de vôo livre em Tibagi/PR 2007 1° posição (Synergy 2)

- 1° Etapa do campeonato paranaense no município de Candido de Abreu/PR de 2007 a 5° posição(Synergy 2)

- 2° Etapa do campeonato paranaense no município de Tamarana/PR – 21 e 22 de Julho de 2007. Na 7°ª posição (Synergy 2)

- Festival de Vôo Livre na Praia, no município de Balneário Camboriú/SC – 28 e 29 de Julho de 2007. (Synergy 2)

- 3° Etapa do campeonato paranaense no município de Rio Branco do Sul/PR – 25 e 26 de agosto de 2007. Não houve prova devido às condições meteorológicas desfavoráveis.

-5 ° Etapa do campeonato paranaense no município de Tibagi/PR – 1 e 2 de Dezembro de 2007. 5° lugar na categoria Open (Omega 6)

-6 ° Etapa do campeonato paranaense no município de Campo Magro/PR – 15 e 16 de Dezembro de 2007. Na 6° posição na classificação geral (Omega 6)

Terminando em 6° lugar na categoria Open do campeonato paranaense de parapente 2007

-Festival de Vôo livre em Pirapora do Bom Jesus/SP Janeiro 2008-Na 1° posição Na categoria Open (Omega 6)

-2° Etapa do campeonato paranaense no município de Tibagi/PR-21,22 e 23 de Março de 2008-Na 3° posição na Categoria Open, e 1° posição na Categoria Serial (Omega 6)

-1° Etapa do Campeonato Sul brasileiro 2008

-2° Etapa do Campeonato Sul brasileiro 2009 Tibagi/PR terminando em 5° lugar na categoria serial (Sol – Torck)

-3° Etapa do Campeonato Sul brasileiro 2009 Tangara/SC terminando em 6° lugar na categoria Serial (Sol- Torck)

- 1° Festival de vôo livre dos campos gerais Tibagi/PR 1° Lugar (Sol- Torck)

-1° Etapa do Campeonato paranaense 2010 Ivaí/PR

-2° Etapa do Campeonato paranaense 2010 Candido de Abreu/PR -2° Lugar categoria Serial (Synergy 4)

-3° Etapa do Campeonato paranaense 2010 Tibagi/PR- 7° Lugar Categoria Serial (Synergy 4)

Tags: | Posted in Pouso e decolagem | No Comments »

E não é q o prymus voa mesmo!!

quinta-feira, junho 10th, 2010

>

Pois é galera… a um bom tempo eu estava curioso para fazer um voo termico com um prymus 3 da nossa escola…pois bem, ontem foi o dia… meu pai me ligou as 9:30 da manha.. falando VAMOO… eu disse.. VAMOO ehhe.. pega o prymus 3 vermelho q hj vou voar com ele … até pq meu synergy 4 ainda não esta na minha mão.. ja esta pronto.. porem… enfim… chegamos no palha e o ceu estava lindo, subimos o morro, e fui o primeiro a decolar… vento leste nordeste,decolagem meio de berbela(diz o fernando da sol q isso significa  fianco eehehehee), afundei tdo, e estava indo desanimado para o pouso ja… quando entrei em uma pequena linha , perto do porta avioes.. derrepente achei a termal, de 2,5m/s e comecei a rodar nela.. a primeira impressao foi.. pow, estou de prymus acho que nao vou conseguir pq estou baixo…mas me enganei… meu pai chegou junto(de torck) e rodamos até uns 300m acima da rampa… nisso  junior aluno VENTO NORTE decolou com seu ellus 3, e veio junto.. eu fiquei voando pra frente do morro, não acreditei na condição , meu pai arriscou até o haras em uma fumaça e nao foi muito feliz, acabou pousando ali atras do morro… eu fui pra frente arriscar alguma outra termalzinha, mais tbm não deu muito certo… mas, enfim… matei a minha curiosidade em voar com o prymus 3… realmente muitas pessoas falam que dhv 1 não voa.. e não sei oq.. quando o nosso aluno GASTAO mandou 42km aqui no parana voando em um paraca desse.. eu fiquei muito curioso em voar no glider… parabéns a SOL pelos projetos.. apesar do prymus 3 ja estar no mercado a algum tempo. somente ontem eu tive a oportunidade de voar termal com ele.. e parabens junior, que pousou pra frente de campo magro.. botando na nossa espinha… ehe

 

Abraços galera.

Kauan

Tags: | Posted in Pouso e decolagem | No Comments »

>Voar sempre!

quinta-feira, novembro 5th, 2009

>

Voar Sempre…
Passamos uma vida presos,
qual pássaros em suas gaiolas!
Medo de amar, de olhar a vida de frente…
E, naquele pequeno espaço,
cantamos nossas dores e sonhos!
Muitas vezes, as portas de nossas gaiolas se abrem…
Mas permanecemos ali, acostumados,
encolhidos as nossas vontades e sonhos!
Não tenha dúvida amigo,
à primeira oportunidade,
deve alçar o vôo dos falcões,
calma, confiante, determinada!
Ame sem medo,
brinque um pouco com a vida !
Não tenha medo dos rochedos e
sobre eles,estenda a sua asa
corajosa de falcões!
Solte-se ao vento,
e deixe-na,levá-la ao sonho!
Como o Condor,
tente enxergar as pequeninas
coisas a sua volta e saber apreciá-las,
dando um sentido novo a sua vida !
Não seja passarinho de gaiola,
mas, Falcões e Condores do céu !
A cada dia existe uma renovação constante,
e nunca um será como o outro…
Não há dores eternas,
lágrimas eternas, perdas eternas!
Há sorrisos,
esperando-lhe,
dias de sol, o abraço dos amigos,dos filhos e tantos sonhos lindos !
Um amor lhe espera,para com você, voar…voar …
Porque a vida é um recomeçar diário de um vôo!
E, gaiolas não foram feitas para pássaros…
Tão pouco para Falcões !

| Posted in Pouso e decolagem | No Comments »

Speed to Fly

quinta-feira, outubro 22nd, 2009

>

Texto traduzido por:Leandro Dorta

_______________________________________________

Speed to Fly para pilotos de parapente

A expressão Speed to Fly representa os ajustes na velocidade de um parapente em relação ao vento, sustentação e afundamento. Maximizar o planeio baseado nesta relação é um processo constante durante o vôo. O STF é peça chave não apenas para torná-lo um melhor piloto, mas também para construir uma conexão entre você e a asa.

Este artigo foi escrito para fornecer o básico sobre o STF e sobre as técnicas para ajustar sua velocidade baseado nessas variáveis. Existem ferramentas que você pode usar (anéis de velocidade em variômetros ou GPS), mas nem todos os pilotos possuem esses instrumentos. Além disso, aprender a voar sem instrumentos é uma grande parte do aprendizado como piloto.

Aprender a ajustar o STF continuamente enquanto voa pode ser feito com simples observações. Se você deseja aprender a parte matemática envolvida, muitos artigos da internet versam sobre isso utilizando a curva polar. As equações matemáticas funcionam funcionam para alguns, mas nem todos são bons com números ou gráficos. É importante aprender a teoria, então praticar afinar o completo entendimento. Tendo uma boa compreensão sobre o STF o ajudará a voar mais alto, ir mais longe e melhorar seus sentidos a respeito de vento e sustentação.

O básico se aplica tanto para o lift na encosta do morro, quanto para o voo térmico. Os principais fatores que interferem no STF são apenas 2: direção do vento relativo e sustentação ou afundamento.

Generalizando, os ajustes envolvidos no STF são:

Em Térmicas (ou lift) / Descendentes

· Voe devagar em termica/lift

· Voe rápido em descendentes

Com vento frontal / caudal

· Voe rápido com vento frontal

· Voe devagar com vento caudal

Depois, você tem que aprender porque cada afirmação dessas é verdadeira. Em cada descrição abaixo, elimine o segundo conjunto de variáveis e imgine que há apenas uma. Para as descrições de vento, entenda que não há térmicas/lift ou descentes nem descendentes, e para as descrições em momentos de térmica/lift ou descentes, descosidere vento frontal ou caudal.


Voe mais rápido com vento frontal

Talvez esse seja o fundamento mais fácil de aprender. Em condição calma (sem vento e sem térmicas ou descendentes), a maioria dos parapentes obtém seu melhor planeio na velocidade trimada, ou muito próximo dela. Geralmente eu afirmo que para qualquer vento frontal acima de 20 – 25km/h, sem térmica ou lift, sua melhor STF será muito próxima do ponto de full acelerador.

clip_image001Quando voando com vento frontal, voar rápido é a regra básica. Se o vento for menor do que 8km/h, o acelerador não aumentará o planeio significativamente.

Quando o vento estiver entre 20 – 25km/h, a maioria dos parapentes necessitarão mais aceleração para obter seu melhor planeio.

Isto é muito fácil de se ver em uma situação de vento forte. Imagine-se a uma altura de 35m acima do chão, voando em com vento frontal de 32km/h. Na velocidade trimada da vela, você descera praticamente reto até o chão na taxa de afundamento de sua vela na velocidade normal. Você pousará no ponto exatamente abaixo de você. Se você voar abaixo dessa velocidade, voará para trás. Se você voar mais rapidamente (acelerado), você melhorará seu planeio através do movimento para frente. De fato, você descerá rapidamente devido a um leve aumento em seu afundamento, mas você terá o deslocamento frontal que será maior.

Com ventos mais suaves não fica tão fácil de imaginar. Imagine-se a 35m do solo, voando com vento frontal de 8km/h. Voando mais devagar encurtará seu planeio. Voar full speed também encurtará seu planeio. Para maximizar seu planeio, algo em torno de 25 a 50% do acelerador deve funcionar. Perceba que em ventos frontais suaves, a diferença de planeio não é tão significante como em ventos mais fortes, mas ainda assim significante no contexto geral. Eu digo que em ventos de até 8km/h a velocidade padrão da vela seja suficiente.

Tenha em mente que os ranges de velocidade que estamos analisando são generalizações e não são aplicáveis a qualquer vela.

Em resumo:

· Não use acelerador sem vento ou com ventos frontais muito suaves

· Use full speed em qualquer vento acima de 25km/h

· Entre 10 – 20km/h o acelerador deve ser usado progressivamente.

·

.clip_image003Os números abaixo representam o range do acelerador. 6 é o ponto onde o acelerador começa a atuar. 12+ é o ponto de full speed. O range tem ligação com a velocidade do vento.

Esta é uma visão geral, cada vela altera esse range. O Mais importante é compreender a necessidade de voar rápido com vento frontal. Para Qualquer vento acima de 20Km/h, a vela irá, na maioria dos casos, ter o melhor planeio em full speed.

Voe mais lentamente com vento caudal Este conceito é muito parecido com o anterior, mas ao invés de acelerar com o aumento do vento, você voará progressivamente mais lento com o aumento do vento caudal. Aqui o menor afundamento é como no caso de full speed do anterior. Aqui, o menor afundamento ocorre na velocidade mais lenta que você puder voar sua vela. Em qualquer vento caudal acima dos 25km/h você terá seu melhor planeio voando na velocidade de menor afundamento. Por conta desses 25km/h extras na sua velocidade em relação ao solo você aumentará sua velocidade em vôo. Qualquer tempo ganho em vôo fará com que você voe mais longe. A combinação entre seu menor afundamento e alta velocidade em relação ao solo (velocidade do vento + velocidade de vôo) o ajudarão a aumentar seu planeio ao máximo. Sendo que a velocidade de mínimo afundamento maximiza seu tempo em vôo, voar lentamente o ajuda a voar mais longe com vento caudal.

clip_image005Voe lentamente com vento caudal

Quando voando com vento caudal, voar lentamente é a regra básica. Se o vento caudal for menor que 8km/h, os freios não ajudarão em nada. Quando o vento for acima de 25km/h, a maioria das velas atingirão seu maior planeio próximo da velocidade de menor afundamento.

Muitos parapentes atingem seu melhor planeio sem vento ou muito próximo de sua velocidade de projeto. Com um vento caudal de 25km/h a maioria das velas atingirão seu melhor planeio na velocidade de mínimo afundamento, ou muito próximo disso. Com vento caudal suave, até 8km/h, não surtirá nenhum efeito positivo ao se atuar nos freios. Mas para ventos acima de 8km/h isso começa a se tornar muito mais significante. Entre 10 e 20km/h, você voará progressivamente mais lento atuando nos freios o mínimo próximo de 10km/h até o máximo de freio possível quando o vento for mais forte.

Nota: Cuidado para não estolar a vela.

clip_image007

Voe lentamente em térmicas ou lift

A regra com térmica ou lift é bem clara, pois se você puder se manter ou subir, obviamente seu planeio se extenderá. Se de fato você estiver subindo, para maximizar sua taxa de subida, você terá de voar em sua menor taxa de afundamento.

A qualquer momento em que o ar esteja subindo, no mínimo na mesma velocidade que sua taxa de afundamento, voar na taxa de menor afundamento o levará mais longe. Você deve ter notado que um padrão está se desenvolvendo aqui. Sem térmica/lift você inicia com a velocidade de projeto de sua vela e progressivamente vai buscar a velocidade de menor taxa de afundamento. Para qualquer térmica/lift que exceda a taxa de menor afundamento de sua vela, você subirá mais rápido se voar na na velocidade da taxa de menor afundamento. Quanto mais rápido você subir, mais alto você chegará e com altura vem distância.


Voe rápido em descendentes

Isto é verdadeiro pois você ficará menos tempo na área onde o ar está descendo. Durante esse tempo, voar mais rápido torna-se somente mais um fator de quão rápido você está descendo. Este é um dos mais difíceis de ser percebido, então você terá que usar seu vario para verificar a taxa de afundamento, ou referências visuais.

Iniciando sem térmica/lift, você voará na velocidade de projeto de sua vela. Se a sua vela tem uma taxa de afundamento de 1,32m/s como melhor L/D (velocidade de projeto) e a descendente que você se encontra tem uma velocidade de 1,22m/s, você descerá à uma taxa de 2,54m/s se continuar a voar na velocidade de projeto da vela. Voando mais rapidamente você descerá a uma pequena porcentagem da velocidade que foi aumentada. Em todos esses exemplos, é simplesmente um vetor entre o comportamento da velocidade ou taxa de afundamento para ajudá-lo a voar mais longe.

Aplicações no “mundo real”

Na maioria do tempo há misturas entre vento e fatores de sustentação/descendente. Você pode encontrar uma descendente e vento frontal no mesmo momento. Esta é fácil já ambas as situações pedem que se aumente a velocidade. A combinação o levará a voar mais rápido. Em contrapartida, você pode simplesmente entrar em uma termal com vento frontal. Com este tipo de situação, você precisará julgar qual é o fator dominante. Se a nessa situação a termal é forte o suficiente para se manter ou subir e for possível voar a uma velocidade próxima da velocidade de menor afundamento e continuar voando em frente, então você deve continuar voando nessa velocidade (se a térmica for o fator preponderante). Mas se a térmica não for tão forte e o vento frontal for forte (se você não estiver avançando na velocidade de menor afundamento), então o vento será o fator preponderante nessa situação. Fica mais fácil de notar qual o principal fator quando você tem referências no chão para checar.

Imagine-se fazendo a aproximação de pouso em uma área que contenha árvores, incluindo uma na reta final de aproximação. O topo da árvore está em frente à área de pouso. Conforme você plana para o pouso, você pode usar o topo da árvore para ajudá-lo a ajustar o STF. Referenciando o movimento relativo do topo dessa árvore em relação à área de pouso, você pode determinar onde seu planeio o levará, se passará da árvore ou não. Se o topo da árvore está se movendo para baixo em relação ao campo, seu planeio o levará além da árvore. Se for perfeitamente parado em relação ao plano de fundo, seu planeio o colocará exatamente sobre o topo da árvore.

clip_image008

Quando uma referencia em sua frente se move para cima em relação ao seu plano de fundo, seu planeio será curto em relação a este ponto.

Quando você se encotra numa situação como esta, ajustar sua STF para melhorar seu planeio poderá ser verificada quando o ponto de referência passar a se mover mais lentamente para cima. Em alguns casos, você pode inclusive melhorar seu planeio o suficiente para fazer com que o ponto de referência comece a se mover para baixo, significando então que seu planeio passará o objeto.

clip_image009

Quando a referência em sua frente se move para baixo em relação ao seu plano de fundo, seu planeio passar esse ponto.

Quando você se encontra nessa situação, ajustar sua STF para melhorar seu planeio pode ser identificado quando o ponto de referência passar a se mover para baixo mais rapidamente.

Como usar pontos de referência para ajustar sua STF? No sentido mais simples, você ajusta sua velocidade com a meta de de melhorar seu planeio via referências visuais. Se a árvore se move para baixo em relação ao campo, você tentará ajustar sua velocidade para maximizar o movimento “para baixo”, ou, se a árvore estiver se movendo para cima em relação ao campo, você fará ajustes para minimizar a velocidade com que ela está se movendo para cima.

Você pode olhar em várias direções e ter vários objetos para usar como referências cruzadas. Numa direção pode ser o topo de uma árvore, na outra o topo de uma montanha, em outra uma torre de rádio. Você pode usar até mesmo outros parapentes em sua frente se eles estiverem seguindo na mesma direção. Embora outros parapentes não sejam fixos, você pode melhorar seu planeio ajustando da mesma maneira que se os parapentes fossem objetos fixos. O ponto é que não importa em que direção você está voando, quase sempre há uma ferramenta visual para ajudá-lo a ajustar sua STF (A principal exceção aqui é quando você está muito alto sobre um terreno plano ou uma única montanha). Tenha em mente que somente referências em sua frente funcionarão efetivamente, referências laterais não funcionam (porque você não está voando em suas direções).

Usar um vario e outra ferramenta que pode ajudá-lo para ajustar a correta STF. Como descrito acima, você pode se manter ou subir em uma área de sustentação, então a menor taxa de afundamento será a correta STF. Em contrapartida, se na velocidade de menor afundamento, você estiver descendo, aumente sua velocidade. Se estiver descendo de moderada a rapidamente, então sua melhor STF incluirá um pouco de acelerador.

Usar as referências visuais pode ajuda-lo a evoluir para o próximo nível da STF. Após fazer os ajustes iniciais, você poderá tomar como referência um ponto a sua frente para ver se houve melhoras (is a referencia estava se movendo para cima em relação ao seu plano de fundo, agora e deve estar se movendo mais lentamente para cima, e vice-versa)

Todos os ajustes são um processo contínuo e nunca fixo. Quando há rajadas, você precisa ajustar sua velocidade (voar mais rápido com vento frontal) enquanto voar através de um vento como esse. Tão logo a rajada termine, você deve re-ajustar sua velocidade. Para cada alteração na sustentação (ascendente ou descendente), você usará as 4 regras acima como uma procura inicial para a correta STF. Se um fator for prolongado e o tempo permitir, você pode usar uma referência no horizonte para fazer o ajuste fino. Você pode inclusive usar outros parapentes em sua frente. A única regra difícil e rápida é que a referência tem que estar em sua frente.

O primeiro passo para aprender essa técnica e começar a combinar sua sensibilidade dos ajustes básicos. Então, você pode começar a melhorar seu planeio relativo através do gerenciamento do SFT com como uma melhor compreensão

Jeff Greenbaum (12-6-04)

Retirado de: http://paragliding-lessons.com/article/Speed%20to%20Fly.htm

| Posted in Pouso e decolagem | 1 Comment »

Minha historia no Voo!

sexta-feira, setembro 11th, 2009

>

Bom galera.. aqui eu vou contar um pouco sobre a minha historia no parapente desde o inicio!!

Quando eu tinha 8 anos de idade meu pai veio com essa de que iria voar.. pois tinha visto um pano voador em caioba(litoral do PR) nessa época eu nem sabia o que era, só queria saber de fazer castelinho na areia e tals (rsrsrs)..

Desde o inicio do curso até o final eu acompanhei meu pai… ia para o morrinho e ficava horas e horas só olhando aquele bando de louco correndo pra La e pra Ca…

Meu pai comprou um SPACE da EDEL e começou a voar sozinho.. eu sempre acompanhando..lembro muito bem da 1° fechada que ele tomou no palha num liftão de final de tarde onde as bocas da vela bateram no rosto dele .. é foi feio….

Bom passou um tempo e quando eu tinha 15 anos fomos a ribeirão claro se não me engano era uma etapa do paranaense, tinha um instrutor local birutando uns 3 alunos no lift e eu com a minha “experiência” de vôo cheguei ao lado dele e falei, -amigo você pode me emprestar seu radio só um pouco… Ele me emprestou e eu birutei os alunos dele para o lado direito do morro pois o vento tava 45 graus com a rampa e naquele lado a galera iria sustentar bem mais fácil, quando meu pai viu eu fazendo isso.. Ele pensou –“é. Já ta na hora do kauan voar (rsrs)”

E em abril de 2004 fiz meu 1° vôo solo com uma grande ajuda do eterno amigo SANDRO no morro do pires e a partir daí entrou no sangue de vez!

primeiro voo
1° voo no pires!

Fiz um acordo com o Sandro, pois como eu não tinha dinheiro para comprar um equipo eu comecei ajudar ele na escolinha como monitor e assim ele me emprestava um prymus e uma seletinha para fazer uns vôos.. a morte dele foi algo que marcou muito a minha vida.. pois ele era um amigão e estava me dando muiita força para voar e evoluir.. fiquei bem abalado.

No começo de 2005 ganhei o meu 1° parapente um OCTANE dhv 2 da ozone ..mais eu tinha parapente e não tinha selete (rsrs) então eu tinha que esperar o meu pai pousar ou o Hugo(grande parceria) para me emprestarem a selete e eu subir pra voar…

As idas para o palha era algo um tanto engraçado pois como era quebrado de grana e a minha turminha de vôo tbm era (millhouse,chuy,Bianca e careca) a gente juntava 3 ou 4 reais de cada socava num carro e ia até aonde dava ehhehe são meus grandes amigos hoje!

No sul brasileiro em jacarezinho(abril de 2005) mandei meu 1° crossinho pousando na cidade junto com o Hugo, e em outubro fiz meu 1° cross no palha de 20.2km pousando em campo largo.

como meu octane já tava um tanto “vivido” passei uma resina nele e o bixo ficou TOP!! Fui pra tangara em novembro e mandei 40km de vôo…

octane resinado
Octane resinadão .. decolagem em tangara!

nesse campeonato eu troquei de selete e peguei a minha 1° carenada um proto da boulder 2 da UP… e como a up tava entrando forte no Brasil eu entrei para a equipe da UP também.. peguei um summit 2

2006 fomos para ribeirão claro num festival e tive a felicidade de voar junto com o meu pai e deu dobradinha =] ele em 1° e eu em 2° lugar, saímos nos jornais e todo mais…foi bem legal

Saímos de ribeirão e fui participar do meu 1° campeonato grande o sul brasileiro em sapiranga fui muito bem nas três provas e na ultima eu fiquei a 13METROS do goal.. foi inesquecível tbm o quão Puto eu fiquei ehhehe

Passando este campeonato a parceria com a UP não deu muito certo e devolvi o summit fiquei novamente sem parapente.. pintou uma oportunidade e comprei um PROTON GT dhv 2-3 da ozone tava meio baleado mais ainda voava…

proton
Proton GT(Morro da palha)

fiz altos voos até que veio a 1° fechada na lapa… fui pro chão e fraturei o braço.. 3 cirurgias pinos e tudo mais fiquei 4 meses sem voar..

Quando voltei a voar na ilha do mel.. fiz vários voos com paracas emprestados.. e no meu 1° vôo termal depois do acidente com um octane emprestado fiz um vôo que é raro aqui em Curitiba um presente!.. a travessia PALHA>CORDILHEIRA (fotos -http://www.flickr.com/photos/kauparapa/sets/72157601417695259/) depois desse dia eu estava novamente NO AR!!!!

Em 2007 Juntei uma grana e comprei um SOL-SYNERGY 2 e com ele ganhei meu 1° campeonato que foi em tibagi… Fiquei em 1° lugar no 1° festival de vôo livre da cidade.

synérgy
Decolando no palha com  synergy 2
primeiro cross em tibagi
Primeiro cross feito em tibagi

Que hoje é um dos melhores picos de vôo do Paraná.. fiz ótimos voos com a vela… até que chegou um ponto que eu precisava voar um pouco mais… Troquei ele por um OMEGA 6 da advance… paraca que bati meu Record pessoal em tibagi 76km pra dentro de uma roubadassa! A maior fechada que tomei até hoje foi com ele. Se resultou em 2 fulls depois de uma enorme gravata, com ele também terminei o campeonato paranaense de 2007 na 5° posição no geral,mais como todo voador quer evoluir, depois do sul brasileiro em nova Petrópolis (2008) percebi que eu estava voando um pouco mais que o paraca..

omega 6
omega 6 em ararangua/sc .ja com o apoio do guia de voo (www.guiadevoo.com )

então parti para o meu 1° glider de competição.. SOL-TRACER 05 com ele fiz bons voos participei de alguns campeonatos e juntei alguns títulos… pintou uma oportunidade depois dele e peguei um sol tracer PROTO.. que com esta vela eu consegui passar a barreira dos 100km em tangara.. pousando perto de passo fundo JUNTO COM O MEU PAI total de 122km.. o vôo que ta na memória até hoje.. e nunca será esquecido, bater o Record pessoal junto com o meu pai (foi o Record dele também) .

tracer
Tracer proto 09
rs
Pulando para o Rs(divisa SC/RS) voo do record

Em 2009 consegui um apoio com a SOL e voltei a voar de serial peguei um SOL TORCK M que hoje é minha velinha atual, fiquei um tempo sem voar e quando peguei ela foi no sul brasileiro em TIBAGI(meu pico de vôo preferido) como estava sem freqüência nos 2 primeiros dias não fui muito bem, já no 3° dia fiquei entre os 5 e vi que a velinha é muito boa e sua principal vantagem é na subida da térmica…muito boa!!!

eu blog 8
SOL TORCK

E hoje tenho uma escola de vôo livre junto com o meu pai chamada VENTO NORTE(www.voeventonorte.com.br) que esta entre as melhores do Brasil. Representamos a SOL e temos um grande apoio !!

omeg a6

Bom galera.. a historia ficou longa, e se fosse para contar tudo não teria fim.. é muita historia que um voador tem pra contar… nas próximas atualizaçoes eu vou colocar alguns relatos de voos bons e tambem ruins que eu já fiz ehhe!!

Valeuuu galera!

Kauan F. Lichtnow

Tags: | Posted in Pouso e decolagem | 2 Comments »